Eleitores do Rio de Janeiro chegaram cedo aos locais de votação neste domingo (25), apesar da chuva. Quase 12,9 milhões de eleitores estão aptos a votar no estado, com 4,9 milhões na capital, no segundo turno.
Fluxo rápido nas urnas
Na Universidade Unisuam, em Bonsucesso (Zona Norte), maior local de votação da capital com 13 mil eleitores, o movimento foi intenso pela manhã, mas as filas foram curtas. O casal Tamara Almeida e Eduardo de Andrade optou por votar logo no início para garantir o voto.
"No primeiro turno, fiquei mais de duas horas na fila até conseguir votar. Agora foram 10 minutos", disse Tamara. "Antes estava muito cheio, tinha fila do lado de fora da escola. Estava bem caótico, mas hoje está bem diferente", complementou Eduardo.
Votantes com mobilidade reduzida
Paulo Cesar da Silva, de Nova Iguaçu, chegou com muleta e utilizou as rampas da universidade, afirmando que a sessão estava vazia.
"Não demorei nem um minuto pra votar, a sessão estava vazia. Eu vim pelo direito dos trabalhadores. Sou brasileiro. É mais um voto."
No Complexo da Maré, Marcus Vinicius de Andrade destacou o transporte gratuito e a mudança de local de votação, que facilitou o acesso.
"No primeiro turno, falaram que meu local era em outra escola, cheguei lá e enfrentei a maior fila, quando eu entrei, me falaram que era aqui, mas deu tempo de votar. Hoje foi bem tranquilo e muito rápido."
Idosos e novos eleitores
Mesários relataram maior presença de idosos e de eleitores que não compareceram no primeiro turno. Maria das Dores de Lima, 82, foi ao voto usando cadeira de rodas para cumprir a obrigação cívica e a prova de vida do INSS.
"É muito importante votar. E eu também quero fazer a minha prova de vida do INSS", disse.
Sua neta, Alexia de Lima, acrescentou que a tranquilidade do ambiente incentivou a ida.
"No primeiro turno, ficamos receosos de trazer, por causa de toda a movimentação. Mas como hoje está mais tranquilo, decidimos vir."
Em Duque de Caxias, Regina Maria Neves, 79, pegou ônibus até Vila Isabel e esperou cerca de 30 minutos sob chuva antes da abertura.
"Todo cidadão brasileiro tem que votar. Perdendo ou ganhando todo mundo tem que vir, porque a nossa opinião importa", afirmou.
Gilberto Adamati, 73, chegou antes das 8h e ressaltou a responsabilidade cívica.
"Eu penso que é uma responsabilidade com o país. Estou bem de saúde, então não há porque deixar de vir. Eu soube de uma senhorinha de 96 anos que foi votar em cadeira de rodas. Um exemplo desses, não tem como a gente não seguir."