Eleitores de 95 e 16 anos foram às urnas neste domingo (25) em Brasília, reforçando a participação intergeracional nas eleições presidenciais. A presença de idosos, adolescentes e voluntários evidencia o engajamento da população diante da escolha dos próximos quatro anos de governo.
Idosos mantêm tradição de voto
Horácio da Silva, 95 anos, saiu de casa em Icó (CE) para votar na única escola pública do Varjão, Distrito Federal, vestindo a camiseta do candidato. Ele seguiu o procedimento padrão: identificou‑se com a digital do polegar e entrou na cabine.
"Tem que votar para melhorar o Brasil", afirmou Horácio.
Na família, a filha e um dos mais de 20 netos revezaram‑se para levá‑lo à seção. A neta Rayane Ferreira da Silva destacou a preocupação do avô com as futuras gerações.
Adolescente exerce direito ao voto
Maria Teresa Neves Hora, conhecida como "Tetê", completou 16 anos há menos de um mês e tirou o título eleitoral influenciada pelos pais. Mesmo com voto facultativo, compareceu ao Centro de Ensino Médio Paulo Freire, Asa Norte, e exerceu o papel de eleitora.
"É muito importante que os adolescentes votem, porque isso impacta a vida de todo mundo", disse.

Voluntários garantem o processo eleitoral
Orícia Azevedo Chaves, 18 anos, atua como presidente da seção eleitoral do Varjão, após experiência como secretária e mesária. Ela ressalta a missão cidadã e os benefícios como folgas e isenção em concursos.
Ecleidiane Nascimento dos Santos, professora, atuou como fiscal de partido, monitorando a lisura da votação no segundo turno.

Diversas motivações entre os eleitores
Marcio Sampaio, auxiliar de almoxarifado, vestiu verde e amarelo para incentivar a população a votar, pedindo mudança nas leis e redução da maioridade penal.
João Lucas Sousa Rodrigues, 19 anos, destacou sua identidade como homem preto, gay e estudante da Universidade Federal de Brasília, afirmando votar por quem representa sua família.

Benefícios sociais como pauta
Os irmãos Dagoberto e Poliana Fernandes Leite, aposentados por epilepsia, votaram para garantir a manutenção do Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), que paga um salário mínimo mensal.
"Não quero perder nosso benefício. Com ele, compro comida para casa...", disse Poliana.
Perspectivas de futuro
Taylla Gabriele, eleitora, enfatizou a importância da voz cidadã, independentemente da orientação política.
"A gente pode ser de um lado ou de outro. Mas, de fato, o que importa é ter voz.", afirmou.
Eliane Gomes dos Santos, enfermeira, destacou que a política deve ser parte do cotidiano e que o diálogo respeitoso é essencial para avançar.
"Todo mundo é político.", concluiu.
Com mais de 158 milhões de eleitores aptos, o voto secreto mantém a igualdade garantida pela Constituição de 1988, enquanto cada cidadão traz sua própria motivação para a urna.