Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) encerrou o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 na primeira colocação, à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador, de 45 anos, filho do ex‑presidente Jair Bolsonaro, também está sob investigação da Polícia Federal por supostos pagamentos ao filme Dark Horse, biografia de seu pai.

Ascensão política e candidatura

Flávio, primeiro filho de Jair Bolsonaro, foi escolhido pelo pai como candidato do Partido Liberal em dezembro de 2025, após disputas internas e briga familiar. A decisão foi anunciada com a frase:

"É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação", afirmou Flávio.

Ele chegou ao Senado em 2018 com mais de quatro milhões de votos, sendo o candidato mais votado no Rio de Janeiro. Seu mandato, de oito anos, foi parcialmente cumprido durante a presidência de seu pai, período em que presidiu a Comissão de Segurança Pública.

Controvérsias e investigação da PF

Em junho de 2025, o portal The Intercept revelou que Flávio negociou com o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro o pagamento de R$ 130 mi para o filme Dark Horse. Documentos mostraram que Vorcaro chegou a pagar R$ 61 mi, e a revista Piauí apontou um pagamento adicional de US$ 1,6 mi (cerca de R$ 65 mi).

"Irmão, preferi te mandar o áudio aqui para você ouvir com calma...", disse Flávio em conversa gravada.

Flávio negou inicialmente a relação financeira, mas depois divulgou vídeo confirmando o pedido de dinheiro, alegando cláusulas de confidencialidade. Em entrevista à GloboNews, afirmou que os pagamentos ocorreram até maio de 2025 e que não havia “relações espúrias”.

Outras contradições

A investigação também apontou que Flávio foi cadastrado como "usuário master" de conta bancária de empresa do advogado Willer Tomaz, amigo próximo, o que pode indicar participação econômica. Além disso, Flávio viajou em janeiro de 2025 a bordo de um avião Legacy 650 operado pela Prime You, empresa na qual Vorcaro era sócio, embora tenha alegado desconhecer a participação do banqueiro.

"Ainda bem que na época o avião era de Willer. Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes", declarou.

Perspectivas

Com a investigação da PF em curso e as contradições apresentadas, Flávio Bolsonaro enfrenta pressão política e judicial que pode influenciar sua campanha e o futuro do Partido Liberal nas eleições de 2026.