Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) contestou a prorrogação de duas horas no horário de votação decidida pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, nesta domingo (25). O senador declarou que vai pedir a anulação das eleições de 2026.
Decisão do STF e reação de Flávio Bolsonaro
O senador descreveu a medida como "inaceitável" e afirmou que nunca havia ocorrido algo semelhante na história do Brasil. "O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi inclusive inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex‑advogado do Lula dá uma canetada a pedido de um ex‑sócio dele, e muda a regra do jogo no meio do jogo... isso nunca tinha acontecido na história do Brasil", disse.
Reação do TSE e da campanha de Flávio
Após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, garantiu "absoluta segurança de todo o processo eleitoral". Flávio Bolsonaro, porém, reiterou que usará o jurídico para pedir a anulação, citando a própria campanha que havia solicitado a extensão do horário de votação em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina.
"É inexplicável ter acontecido o que aconteceu... Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições", afirmou o candidato derrotado.
Alegações sobre fiscais e posicionamento da PGR
Flávio também alegou que fiscais do PL foram retirados da sala‑cofre da Corte durante a apuração, afirmação desmentida pelo TSE, que explicou que o local não é aberto à visitação e que os fiscais acompanharam a totalização em área destinada à fiscalização.
"Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades, de diferentes estados. Eu nunca vou saber se no estado aonde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter", disse.
O procurador‑geral da República, Paulo Gonet Branco, declarou que a Procuradoria‑Geral da República cumpriu sua missão de fiscalizar o processo e garantir que a vontade do eleitor fosse respeitada.
"A democracia se fortalece quando as regras são cumpridas e cada pessoa pode exercer seu direito de escolha de forma livre...", afirmou o PGR.
Reação de autoridades do Congresso
Davi Alcolumbre, presidente do Senado, afirmou que "não há o que se contestar" e que a vitória foi da democracia. O presidente da Câmara dos Deputados também destacou a necessidade de respeitar a vontade das urnas.

Resultado final das eleições
Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito com 51,74% dos votos contra 48,26% de Flávio Bolsonaro, conforme apuração do TSE às 21h08, quando 97% das urnas já estavam totalizadas. A vitória marca o quarto mandato de Lula, que se torna o primeiro presidente brasileiro a ser eleito quatro vezes pelo voto popular.