Flávio Bolsonaro, senador e candidato à Presidência pelo PL, respondeu nesta sexta‑feira (16) a perguntas da TV Globo sobre a composição de um futuro governo. Ele afirmou que não está no radar a nomeação do pai, ex‑presidente Jair Bolsonaro, para qualquer cargo. O senador também descartou a possibilidade de indicar o irmão, ex‑deputado Eduardo Bolsonaro, para o Ministério das Relações Exteriores.
"Ele nunca tratou disso comigo. Não está no radar", afirmou Flávio Bolsonaro.
Destaques:
- Flávio Bolsonaro nega indicação de Jair Bolsonaro
- Também exclui Eduardo Bolsonaro como chanceler
- Comentários feitos em entrevista à TV Globo em 16/09/2024
Pai fora do radar
Flávio explicou que Jair Bolsonaro nunca conversou sobre ocupar uma função na administração federal. O senador ressaltou que não há planos nem discussões internas sobre a participação do pai no governo que pretende montar.
Irmão descartado para chanceler
Ao ser questionado sobre a nomeação de Eduardo Bolsonaro para o Ministério das Relações Exteriores, Flávio respondeu categoricamente: "Não, ele não vai ser meu chanceler". Em seguida, defendeu o irmão, que reside nos Estados Unidos, descrevendo‑o como "perseguido político" que denuncia arbitrariedades no Brasil.
"Eduardo Bolsonaro é um perseguido político que está lá fora denunciando as arbitrariedades que existem aqui no Brasil", afirmou.
Contexto judicial de Eduardo Bolsonaro
O ex‑deputado foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo relacionado à trama golpista. A Corte considerou que ele tentou interferir no julgamento da tentativa de golpe de Estado nas eleições de 2022, que resultou na condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão.