A defesa de Flávio Bolsonaro (PL) fez novo pedido direto ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, para que a Meta explique a ausência de detecção de comportamento coordenado no canal de WhatsApp “Exército do Lula”. O canal, liderado pelo deputado André Janones (Rede-MG), conta com aproximadamente 5,6 milhões de seguidores.

Na semana passada, a campanha de Flávio acionou o magistrado, gerando uma disputa de liminares dentro do TSE. O caso já está sob análise do corregedor‑eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que havia derrubado a decisão de Nunes Marques e restabelecido o canal.

O presidente do TSE, porém, concedeu nova liminar que sobrepôs a decisão do corregedor, determinando a retirada da comunidade do ar até que fosse registrado oficialmente nos sites da campanha de Lula. Após a suspensão, a equipe do PL adicionou ao seu cadastro oficial o canal de WhatsApp “Tropa do Flávio”.

Ainda na mesma semana, Nunes Marques reuniu-se com coordenadores de campanhas e discutiu, entre outros temas, a regulamentação dos canais de WhatsApp. Na sexta‑feira anterior, o TSE definiu novas regras que estabelecem que apoio espontâneo não vincula automaticamente um canal a uma campanha.

Em resposta ao pedido de Flávio, a coligação “Brasil Pronto pra Mais”, liderada por Lula (PT), apresentou manifestação pedindo o indeferimento integral dos onze pedidos feitos pela defesa do senador. A equipe argumenta que a via utilizada é inadequada, pois a petição tenta, na prática, instruir outra ação de investigação judicial eleitoral já em curso. Segundo a manifestação, o corregedor concedeu prazo para esclarecimentos e juntada de prova digital, mas o requerente não respondeu desde então.