A campanha do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) entrou com pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta‑feira (16) afirmando que a Meta está permitindo a distribuição paga de conteúdo negativo contra sua candidatura no segundo turno.
"A negligência da Meta está a converter a vida da campanha de Flávio e do Tribunal Superior Eleitoral num eterno e inaceitável enxugar de gelo", afirmam os advogados.
Destaques:
- campanha de Flávio Bolsonaro acusa Meta de impulsionar propaganda negativa
- pedido ao TSE para impedir impulsionamento por terceiros e conteúdo inverídico
- decisão será analisada pelo ministro Marco Aurélio Bellizze
Pedido de intervenção no processo de Lula
A ação de Flávio foi incluída no mesmo processo ajuizado na quarta‑feira (14) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra a Meta. A campanha de Flávio solicitou ser admitida como terceiro interessado no caso, que já contou com decisão favorável a Lula.
Alegações de impulsionamento irregular
Os advogados apontam um "derrame de conteúdo negativo ilicitamente impulsionado" pela página oficial de Lula e por "páginas fantasmas, pessoas físicas e jurídicas que não podem impulsionar". O documento apresentado ao TSE traz levantamentos numéricos e exemplos de posts que, segundo a equipe, tiveram grande alcance.
Medidas solicitadas ao TSE
- Determinar à Meta que, até o término do segundo turno, impeça pessoas físicas e jurídicas que não sejam candidatos, partidos, federações ou coligações de contratar impulsionamento.
- Proibir a Meta de impulsionar conteúdo notoriamente inverídico ou gravemente descontextualizado, inclusive por candidatos e partidos.
- Exigir que a Meta suspenda, em 24 horas, anúncios de propaganda negativa contra qualquer candidatura do segundo turno.
Os pedidos serão avaliados pelo ministro do TSE Marco Aurélio Bellizze.
Reação da Meta
Na mesma sexta (16), a Meta declarou que "não toma partido nessa nem em nenhuma outra eleição". Em nota, a empresa afirmou que seus sistemas "não classificam nem distribuem conteúdo com base em ideologia política" e que "nossas regras e sua aplicação valem igualmente para todos".