Um júri do estado de Missouri, nos Estados Unidos, decidiu na quinta‑feira (29) que o herbicida Roundup não apresentava defeitos de fabricação e que a Bayer não deveria ser responsabilizada por casos de câncer alegados por três mulheres.

A decisão mantém a posição da empresa após a Suprema Corte dos EUA ter confirmado, em junho, que o produto pode ser vendido sem rótulos de advertência.

"O veredicto de quinta‑feira deveria enviar um forte sinal de que os autores que desejam continuar apresentando reivindicações no sistema judicial enfrentarão desafios significativos", afirmou Bill Dodero, diretor jurídico da Bayer nos Estados Unidos.

Destaques:

  • Júri de Missouri rejeita alegações contra o Roundup
  • Decisão favorável à Bayer
  • Próximo passo: Bayer busca acordo coletivo de US$ 7,25 bilhões

Contexto dos litígios

Os processos envolvendo herbicidas à base de glifosato já custaram à Bayer mais de 10 bilhões de dólares desde a compra da Monsanto em 2018. As autoras — Theresa Aretino, Cynthia Fernández e Betty Larkin — alegam ter desenvolvido linfoma não Hodgkin após usar o produto.

Avaliação da segurança do glifosato

A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), vinculada à OMS, classifica o glifosato como "provavelmente cancerígeno para humanos". A Bayer, por sua vez, cita estudos científicos e autorizações de órgãos reguladores dos Estados Unidos e da União Europeia para defender a segurança do herbicida.

Perspectivas de encerramento dos processos

A empresa alemã pretende encerrar os litígios por meio de um acordo coletivo estimado em 7,25 bilhões de dólares (cerca de R$ 38,9 bilhões). A decisão do júri pode influenciar a estratégia de negociação e o volume de novas ações judiciais contra a Bayer.