O candidato do PT à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, protocolou nesta terça‑feira (20) um documento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmando que autoriza a liberação de seus sigilos bancário, fiscal e eletrônico, bem como dos parentes, desde que Flávio Bolsonaro (PL) faça o mesmo.
"Eu estou disposto a que a sociedade brasileira saiba quem é ladrão nesse país, quem é corrupto Vamos ver se ele [Flávio] tem coragem de abrir a vida secreta dele", afirmou o candidato do PT à reeleição.
Destaques:
- Autoriza divulgação de sigilos próprios e familiares
- Condiciona à liberação dos dados de Flávio Bolsonaro
- Pedido protocolado no TSE em 20/10
Lula tomou a medida após desafiar Flávio no debate da Band no último domingo (18) a divulgar os sigilos. O petista reiterou o desafio em entrevista concedida na segunda‑feira (19) em Porto Alegre (RS), durante agenda de campanha.
Na terça‑feira, em entrevista em São Luís (MA), Lula comentou o envio do documento ao TSE, reforçando a disposição de tornar públicos os dados caso o adversário corresponda ao pedido.
Família incluída na divulgação
A petição apresentada pela defesa de Lula ao TSE lista os familiares cujos dados seriam divulgados: Rosângela Lula da Silva (Janja), esposa do presidente; Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho; e ainda estende a liberação a empresas nas quais os candidatos sejam sócios, administradores ou responsáveis financeiros.
Empresas citadas
No caso de Lula, a empresa L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda., da qual é sócio não administrador, foi mencionada como alvo da divulgação de informações financeiras.
Próximos passos
A decisão do TSE sobre o pedido de Lula determinará se os dados serão efetivamente disponibilizados ao público por meio do sistema Divulga CandContas ou outro site de acesso público, condicionada à resposta de Flávio Bolsonaro.