Lula retoma campanha de segundo turno com caminhada no DF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou, nesta sexta‑feira (9), uma caminhada no Distrito Federal, marcando o retorno das participações em atos de campanha para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

Agenda de viagens e foco regional

A primeira parada fora do Distrito Federal será em Natal, Rio Grande do Norte, onde o presidente deve fazer outra caminhada no sábado (10). Em seguida, a programação prevê comícios nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, reforçando a presença na região Sudeste.

Estratégia digital e reorganização da campanha

Após o primeiro turno, que terminou com Flávio Bolsonaro (PL) à frente por 1,87 ponto percentual (47,03% contra 45,16% de Lula), o petista passou a reorganizar a campanha. A mudança inclui a criação de uma força‑tarefa digital com jovens eleitos e influenciadores, além de maior presença em entrevistas de rádio.

"Acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade. Poderíamos ter feito mais. Disse para o Edinho que essa foi a campanha menos organizada que participei desde 1989", disse Lula durante uma plenária com parlamentares do PT.

Novas lideranças na coordenação nacional

Lula incorporou três políticos nordestinos à coordenação nacional da campanha:

  • Camilo Santana (PT‑CE), senador e ex‑governador do Ceará, como coordenador político;
  • Rui Costa (PT‑BA), senador e ex‑governador da Bahia, à frente da agenda;
  • Rafael Fonteles (PT‑PI), governador do Piauí, responsável pela comunicação.

Estratégia de campo e cartilha para militantes

Apesar da ênfase nas redes sociais, a campanha mantém o modelo tradicional de comícios, caminhadas e contato direto com eleitores. O objetivo é convencer os 33,4 milhões de eleitores indecisos, que representam 21,08% do eleitorado apto a votar, número de abstenção mais alto desde 1998.

Foi lançada uma cartilha para militantes, orientando sobre o perfil do eleitor indeciso e oferecendo um guia de conversa baseado em "calma, empatia e escuta ativa".

"Qualquer pessoa pode ajudar a trazer mais um. Às vezes querem dar tarefa muito grande, mas até a pessoa fazer isso demora. A ideia é mobilizar a pessoa que quer ajudar de alguma forma, mas não necessariamente vai criar um movimento. Uma ajuda individual mesmo", explicou reservadamente uma das pessoas que coordenam a campanha de Lula.