Reeleito presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou vitória neste domingo (25) ao derrotar Flávio Bolsonaro (PL). A apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) chegou a 97% às 21h08, registrando 51,74% para Lula e 48,26% para o adversário.
"Essa eleição foi uma eleição que a gente teve que vencer a intromissão, vinda de fora para dentro, através de plataformas digitais, que nós vamos ter que regulá‑las. Não é possível que a gente não tenha consciência que o crime do mundo digital tenha que ser tratado igual ao crime da vida real", afirmou Lula.
Destaques:
- Lula obtém 51,74% dos votos válidos
- Denúncia de intromissão de plataformas digitais
- Próximo passo: regulação das redes sociais e diálogo com o Congresso
Vitória histórica e contexto eleitoral
Ao completar 81 anos na terça‑feira (27), Lula tornou‑se o primeiro presidente brasileiro a ser eleito quatro vezes pelo voto popular. A vitória foi anunciada após a maioria das urnas ser contabilizada, consolidando a derrota de Flávio Bolsonaro, que qualificou o processo como "sacanagem" e prometeu tentar anular o resultado.
Críticas ao adversário e planos de governo
Lula classificou a derrota de Bolsonaro como "uma derrota para o negacionismo e para a mentira" e criticou o que chamou de "milicianismo". Em discurso, ressaltou a intenção de desenvolver inteligência artificial brasileira e agradeceu ao deputado André Janones (Rede‑MG), responsável pelo canal de WhatsApp "Exército do Lula" com mais de 10 milhões de inscritos.
"Eu posso garantir para vocês que nós vamos mudar o jeito de governar esse país. Quero dizer para vocês que nós vamos fazer o povo participar mais das nossas decisões, a comunicação digital vai ganhar um espaço muito grande no meu governo", declarou.
Relação com o Congresso e oposição
O presidente reeleito reconheceu que enfrentará um Congresso composto em grande parte por parlamentares que apoiaram Flávio Bolsonaro, mas afirmou que não escolheu o Legislativo, e sim o povo. "Se depender de mim, esse país só tem que ser civilizado, esse país tem uma Constituição. Ninguém é obrigado a gostar do presidente eleito, mas ele foi eleito para governar para todos e ele foi eleito para governar com base no respeito à Constituição", disse Lula.
"Na relação com o Congresso, porque já tem gente falando que o Lula vai ter muita dificuldade para governar porque o Congresso está muito conservador. Eu não escolhi o Congresso, foi o povo que escolheu e é com ele que eu vou votar, vou trabalhar e vou aprovar as coisas", afirmou.
Encontros com a sociedade e comentário esportivo
Lula anunciou que nos próximos dois meses se reunirá com empresários, educadores, cientistas, mulheres e até o Corinthians. Em tom de brincadeira, comparou a derrota recente do time ao desempenho de Bolsonaro: "O Corinthians perdeu outra, está parecendo o Bolsonaro, só perde".
"Eu tenho dois meses pela frente, para discutir o governo, vou me reunir com empresários, educadores, cientistas, mulheres, o Corinthians também... O Corinthians perdeu outra, está parecendo o Bolsonaro, só perde", brincou Lula.
O presidente também afirmou que seu quarto mandato será "o melhor de todos que já teve".