Um juiz do Novo México ordenou nesta quarta‑feira (21) que a Meta pague US$ 25 bilhões (R$ 125,7 bilhões) após júri concluir que a empresa enganou consumidores sobre privacidade de dados.
"Este tribunal deve falar com a Meta na única linguagem que ela entende, que é a linguagem do dinheiro e do valor de suas ações", disse McGinn.
Destaques:
- US$ 25 bilhões de multa
- Júri considerou 26 de 29 declarações enganosas
- Destinação ao sistema escolar do Novo México
Origem do processo
O caso remonta ao escândalo da Cambridge Analytica, que obteve dados de até 87 milhões de usuários do Facebook sem consentimento. O procurador‑geral do estado, Raúl Torrez, processou a Meta em 2021.
Veredicto do júri
Em 25 de setembro, o júri considerou enganosas 26 das 29 declarações da empresa e constatou mais de 43 milhões de violações das leis de proteção ao consumidor. A lei estadual prevê multa de até US$ 5 mil por violação, com todo o recurso destinado ao sistema escolar.
Pedido de multa
Na audiência de 1º de outubro, a advogada do estado, Randi McGinn, solicitou ao juiz Francis Mathew multa entre US$ 35 bilhões e US$ 40 bilhões, argumentando compatibilidade com garantias constitucionais.
Defesa da Meta
Em documentos judiciais, a Meta pediu limite de US$ 3,45 bilhões, alegando que valor maior afastaria outras empresas do estado e que não vende dados de usuários.
Antecedentes judiciais
Este é o segundo veredicto contra a Meta em seis meses no Novo México. Em março, outro júri de Santa Fé determinou multa de US$ 375 milhões por engano sobre segurança de crianças e adolescentes, além de US$ 567 milhões destinados a fundo de saúde mental.