A Microsoft ofereceu nesta segunda‑feira (26) um novo plano de demissão voluntária a aproximadamente 60 mil funcionários em quatro países. A medida, anunciada pela diretora de recursos humanos Amy Coleman, visa ajustar o quadro de pessoal às mudanças nas necessidades da empresa.

Expansão do programa de desligamento

O novo plano abrange apenas algumas divisões e inclui cargos até o nível de vice‑presidente, excluindo áreas de centros de dados, vendas e marketing. Os colaboradores que aceitarem receberão condições semelhantes às de uma indenização rescisória tradicional.

Histórico recente de cortes

Em abril, a Microsoft havia proposto um primeiro plano a 8.750 funcionários nos EUA, focado em quem somasse 70 anos entre idade e tempo de empresa. Na ocasião, cerca de um terço dos elegíveis aderiu, e a empresa afirmou que "esses cargos não estão sendo substituídos por IA".

A companhia, que contava com 223 mil funcionários no fim de junho, já havia eliminado 4.800 postos em julho, representando 2,1% do quadro global, após mais de 15 mil demissões em 2025. No último ano, o número total de funcionários caiu 5 mil, a maior redução desde 2016.

Impacto financeiro e investimentos

A Microsoft estimou um custo de US$ 900 milhões (R$ 4,94 bilhões) para o programa de demissões. Paralelamente, destinou US$ 41 bilhões (R$ 225,4 bilhões) a investimentos entre abril e junho, principalmente em centros de dados e chips de IA. A empresa prevê elevar esse investimento para mais de US$ 50 bilhões (R$ 274,9 bilhões) no trimestre de julho a setembro, quando divulgará seus resultados financeiros.