O ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, afirmou que a proposta de ajuste fiscal não será prioridade da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva até o fim de 2026. A declaração foi feita nesta terça‑feira (27), após o mercado reagir negativamente à reeleição de Lula no domingo (25).

"Esse assunto [ajuste fiscal] não foi discutido, e nem está sendo discutido, e muito mais aqui na bancada", afirmou Guimarães.

Reação do mercado financeiro

Na segunda‑feira (26), a bolsa de valores registrou queda de mais de 10 pontos, acionando o circuito de breake da B3 e atingindo 13,88%, a maior baixa desde 2020. O dólar avançou 8,21%, cotado a R$ 5,4027, e chegou a R$ 5,6048 em pico, marcando a maior alta percentual em um dia desde 18 de janeiro de 1999, quando subiu 11,35%.

Prioridades legislativas do governo

Guimarães informou que o governo concentrará esforços na aprovação de três pautas: a PEC da Segurança Pública, a medida provisória que elimina as bets e a PEC do transporte público gratuito nos finais de semana. Ele destacou que essas matérias precisam ser encaminhadas às comissões mistas para votação até 20 de dezembro.

"Nós temos pautas que já estão tramitando. Nós precisamos votar PEC da Segurança, MP [medida provisória] das Bets e a questão da tarifa zero. Essas matérias, para serem votadas, precisam se construir as comissões mistas para votar até o dia 20 de dezembro. Se nós votarmos essas três grandes pautas, já nos damos o satisfeito", destacou Guimarães.

Expectativas para o fim do ano

Com a agenda legislativa focada nas PECs mencionadas, o governo busca evitar discussões sobre ajuste fiscal, mantendo a estabilidade política e econômica até o encerramento do mandato em 2026.