A Polícia Federal informou, no fim da tarde deste domingo (8), que está investigando ameaças de morte e estupro enviadas por e‑mail à deputada federal eleita Ana Elisa (PT). O caso foi denunciado pela parlamentar no sábado (7) após críticas ao uso de escolta policial.
"A instituição continuará atuando em cooperação com órgãos nacionais e parceiros internacionais para identificar e responsabilizar os envolvidos", completou a PF.
Destaques:
- investigação de ameaças de morte e estupro contra Ana Elisa
- PF conduz a apuração com apoio da Dciber
- cooperação internacional e diligências especializadas em curso
Investigação conduzida em Divinópolis
A apuração está a cargo da delegacia de Divinópolis, com suporte técnico da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos (Dciber). Segundo a PF, "as medidas investigativas já foram iniciadas e incluem diligências especializadas e pedidos de cooperação policial internacional".
Ministério dos Direitos Humanos acompanha o caso
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) confirmou, neste domingo, que acompanha as ameaças e reforçou a necessidade de responsabilização. O órgão destacou que a parlamentar está sob proteção do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH) desde 9 de outubro, após o primeiro turno das eleições.
Contexto das ameaças
Ana Elisa, eleita a deputada federal mais jovem de Minas Gerais, tem registrado ameaças desde o primeiro turno. Em vídeo divulgado nas redes sociais, mostrou um e‑mail de um homem que se identifica como "Pedro", contendo ameaças de estupro, assassinato e ataques racistas. A parlamentar chegou a desativar a conta no X diante da intensificação dos ataques.
Abertura de inquérito pelo Ministério da Justiça
No dia 9 de outubro, o Ministério da Justiça e Segurança Pública solicitou à PF a abertura de inquérito para investigar as ameaças. A PF não divulgará detalhes das diligências, citando o sigilo necessário à preservação das investigações.