Vídeo gravado por testemunhas mostra policial Samuel Martins Passos atingindo o braço de Ângela Maria de Souza, 61, enquanto ela se segurava a um poste para evitar a algema.

A agressão ocorreu na Região Leste de Belo Horizonte, em frente a uma padaria, no sábado (24). A mulher relata que ainda não conseguiu retomar o trabalho e vive "vivendo de remédio".

"Eu falei com eles: 'Sargento, por favor, vocês não batem nele, porque ele tá operado'. Ele falou: 'Melhor você calar sua boca, que você é safada igual ele'", relatou.

Destaques:

  • Agressão de policial a faxineira em Santa Inês
  • Mulher acusa agente de chamá‑la de "safada"
  • Caso será apurado pela Polícia Militar e Civil

Contexto da abordagem

Ângela chegou ao local após vizinha avisar que seu filho, de um ano e nove meses, havia sido derrubado por policiais. Ela pediu que não agredissem o filho, que havia passado por cirurgia.

Quando contestou a ofensa, o policial começou a bater nela, atingindo braço, rosto e cabeça. Ela foi empurrada até a viatura e, segundo ela, impedida de receber atendimento na UPA de Sabará.

"Eu falei: 'Não sou safada, não. Não vou sair daqui, que sou mãe dele. Se ele tiver com alguma coisa errada, vocês levam ele pra delegacia, que eu vou atrás'. Quando eu falei isso, ele já começou a me bater", relatou.

Reações e depoimentos

Ângela afirmou que dois funcionários da padaria que tentaram intervir também foram detidos e liberados após depoimento.

A Polícia Militar justificou a ação alegando que o filho da mulher teria "extensa ficha criminal" e que Ângela teria desacatado e resistido à prisão, usando "técnicas de contenção".

Procedimentos legais

A Polícia Civil lavrou Termo Circunstanciado de Ocorrência por desacato a funcionário público e favorecimento pessoal. O caso foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal, com audiência a ser marcada.

"Eu espero um pouco de consideração com a gente, porque policiais são pessoas competentes para cuidar de pessoas de uma comunidade, mas tem uns que o que eles não podem descontar dentro de casa descontam na gente", declarou.

A corporação informou que os fatos serão apurados.