A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) anunciou, em coletiva nesta sexta‑feira (23), que a Operação Eleições contará com mais de 40 mil militares no segundo turno, marcado para domingo, 25. O efetivo será responsável pelo transporte, segurança das urnas eletrônicas e patrulhamento nas áreas de votação.

Coordenação com o TRE-MG

O coronel Célio César dos Santos, diretor de Operações da PMMG, informou que as equipes atuarão em conjunto com o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). O planejamento inclui o monitoramento de pontos de aglomeração, que já foram mapeados para evitar protestos e comemorações indevidas.

"Nós temos o levantamento de todos os locais não só em Belo Horizonte, mas no estado de Minas Gerais, onde as manifestações ocorrerão. Dentro desse levantamento, nós já fizemos um planejamento com a presença efetiva de policiais militares para garantir a segurança", disse o coronel.

Fiscalização das rodovias

Apesar de não haver registros de bloqueios de rodovias no primeiro turno, a Polícia Militar Rodoviária Estadual manterá o esquema de fiscalização nas vias federais e estaduais durante o segundo turno.

"Nós não tivemos no primeiro turno qualquer indicativo de que houve algum tipo de bloqueio, qualquer tipo de cerceamento da liberdade do cidadão ir e vir. Independente disso, nosso planejamento contempla o lançamento de efetivo para que isso não ocorra", afirmou Santos.

Reforço contra crimes eleitorais

O transporte irregular de eleitores e tentativas de boca de urna permanecem tipificados como crimes eleitorais. O TRE permite manifestações, comícios e carreatas apenas até a véspera das eleições.

No primeiro turno, foram registradas 496 ocorrências policiais e 148 pessoas foram conduzidas a delegacias, segundo dados do TRE. O coronel garantiu que todo o efetivo estará atento para coibir novas infrações.

"Nós não temos militares de férias. Nós caçamos as folgas justamente para que nós tenhamos empenho máximo. [...] A Polícia Militar vai estar presente nas sessões eleitorais, justamente para garantir que todo mundo possa votar conforme a sua convicção, sem a influência de ninguém", finalizou.