A defesa de Flávio Bolsonaro apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um novo pedido de transparência, exigindo que o presidente Lula divulgue os gastos do cartão corporativo e as listas de visitantes do Palácio do Planalto.

O pedido chega após intensos embates entre as campanhas, iniciados quando Lula solicitou que o senador revelasse seus dados fiscais, bancários e eletrônicos dos últimos oito anos.

A defesa de Flávio classificou a iniciativa de Lula como "promessa vazia" e "factóide", mas contrapôs com exigência de divulgação de contas de aliados e familiares do presidente, incluindo Frei Chico, Fábio Luís (Lulinha) e informações sobre o Instituto Lula, palestras e compromissos oficiais.

Relatório do ministro André Mendonça

O ministro André Mendonça, relator do caso na Corte eleitoral, ressaltou que os sigilos individuais podem ser revogados pelos próprios titulares, sem necessidade de ordem judicial. Segundo ele, o acesso a extratos e declarações depende da decisão de quem os possui, e gastos públicos sob sigilo, como os do cartão corporativo, podem ser reclassificados pelo governo.

Implicações políticas

Apesar das petições, o debate sobre sigilos tem sido usado como ferramenta de campanha. A disputa deve alimentar discursos em palanques na reta final da eleição, já que a abertura completa de dados sensíveis enfrenta barreiras jurídicas e condições impostas por ambas as partes.

Perspectivas para o TSE

O TSE ainda não se pronunciou sobre a admissibilidade das exigências. O desfecho do caso poderá influenciar a narrativa de transparência nas campanhas e definir limites para a divulgação de informações pessoais de autoridades públicas.