A Polícia Civil investiga o assassinato de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, 27, encontrado morta em Jaboticatubas, Região Metropolitana de Belo Horizonte, na manhã de 21/10. O caso foi classificado como feminicídio premeditado.

Suspeitos e dinâmica do crime

Em coletiva realizada em 22/10, a polícia informou que a cova onde a vítima foi enterrada já estava preparada antes da chegada de Samuel Castro Melo e Carla Luiza da Silva. O casal teria encontrado Beatriz em um bar e, após um trajeto de cerca de 20 minutos, a deixado em um matagal da região conhecida como "Terra dos Portugueses".

A adolescente de 15 anos, amiga dos suspeitos, foi ouvida e conduziu a polícia ao local da cova. Ela relatou temer retaliações, mas colaborou com as investigações.

Depoimento da testemunha menor

A menor, ouvida na presença do pai, confirmou que Carla enviou mensagem avisando que buscaria Beatriz em casa, acompanhada de Samuel em um VW Up branco. Segundo a testemunha, Beatriz entrou no veículo, sentou‑se no banco traseiro e, durante o percurso, foi alvo de discussões sobre desavenças anteriores.

"Ela pediu cinco minutos para ir até a rua de baixo para encontrar alguém e disse que, se não voltasse, para irem atrás dela", relatou a irmã de Beatriz, Giovanna Neves de Castro, à TV Globo.

Evidências encontradas na cova

Perto da cova foram localizados um chinelo, a capinha de celular da vítima e um pacote de soda cáustica. As mãos de Beatriz estavam amarradas com arame. O IML ainda determinará a causa da morte.

Os celulares de todos os envolvidos foram apreendidos para perícia.

Contexto do desaparecimento

Beatriz foi vista pela última vez na noite de 9 de outubro, no bar do bairro Bosque dos Coqueiros, quando um carro parou próximo ao local por volta das 19h. Ela saiu do bar para conversar com os ocupantes do veículo e não retornou.

Desde então, as buscas contaram com a Delegacia de Jaboticatubas, a Delegacia Regional de Santa Luzia e a Delegacia Especializada Antissequestro (DAS), vinculada ao Deoesp.