Em 25 de outubro, às 14h40, 71,04% da frota de ônibus municipais de São Paulo estava em operação, segundo dados do aplicativo BusInfo. A Justiça Eleitoral determina que 100% da frota deve circular em dias de votação, mas a cidade ficou 28,96 pontos percentuais abaixo do limite.
A capital possui 13.767 ônibus, dos quais 9.786 estavam nas ruas. O percentual registrado é semelhante ao de dias úteis, mas muito acima da média de 35% nos domingos e 50% nos sábados.
Denúncias e reclamações de passageiros
Passageiros relataram longas esperas em pontos como Jaraguá, Vila Zilda, Avenida Ibirapuera, Estrada do M'Boi Mirim e Jardim Ângela. A TV Globo e o g1 divulgaram esses relatos, que apontam dificuldades para chegar às urnas.
Reação da prefeitura e da SPTrans
A prefeitura recebeu notificação do TRE‑SP às 13h10 do sábado, informando a obrigação de colocar 100% da frota em operação. Em 13h32, a SPTrans comunicou as concessionárias, mas alegou falta de tempo para reorganizar escalas e jornadas.
"A SPTrans informa que foi notificada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE‑SP) às 13h10 do sábado 24 de outubro sobre a determinação de colocar 100% da frota de ônibus municipais em operação neste domingo (25), com menos de 12 horas de antecedência em relação ao início da operação."
Multas e responsabilizações
A decisão judicial prevê multa pessoal de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) e ao presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, caso a determinação não seja cumprida. O Partido dos Trabalhadores (PT) denunciou à Justiça Eleitoral que a operação ficou em torno de 60% da frota.

Situação nas regiões da cidade
O Sudeste registrou o menor percentual de ônibus em circulação, com 57,13% (745 de 1.304 veículos). O Oeste apresentou o melhor desempenho, com 75,02% (877 de 1.169). As demais regiões ficaram entre 69,68% e 70,92%, sendo a Sul a que mais veículos operou (2.662 ônibus).
Impacto na votação
A tarifa de ônibus permanece gratuita aos domingos, conforme o programa Domingão Tarifa Zero, garantindo acesso ao transporte sem cobrança. Contudo, a redução da frota pode ter dificultado o deslocamento de eleitores para as urnas, sobretudo em áreas com maior demanda.