Em votação histórica, o Senado aprovou de forma definitiva a proposta de emenda à Constituição (PEC) que elimina a escala 6x1. A medida reduz gradualmente a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso remunerado e impede redução salarial. Agora, a PEC aguarda promulgação pelo Congresso Nacional.
"Essa decisão é histórica, vira um trunfo importante para o Lula, mas terá um efeito significativo se essa bandeira for comemorada nas mobilizações de ruas", disse o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).
Destaques:
- Aprovação definitiva da PEC que elimina a escala 6x1
- Deputado Reginaldo Lopes afirma que a medida é trunfo para Lula
- Promulgação prevista antes do segundo turno
Repercussão entre aliados de Lula
Aliados do presidente ressaltam que a aprovação, isolada, não garante vitória eleitoral. Eles apontam que o efeito da PEC será maior se as mobilizações nas ruas continuarem intensas. O deputado Lopes afirmou que a campanha em Minas Gerais está acionando lideranças capazes de reunir eleitores para o segundo turno.
"Definimos metas para lideranças sociais, aquelas que têm capacidade de reunir pessoas nas cidades, para que aumentem a votação do Lula neste segundo turno", acrescentou o deputado.
Voto de Flávio Bolsonaro e estratégia do PL
O candidato do PL, Flávio Bolsonaro, votou remotamente a favor da PEC, estando em agenda de campanha em Porto Alegre. Segundo aliados, ele não poderia se opor sem gerar desgaste na reta final da disputa.
O líder do PL no Senado, senador Carlos Portinho (RJ), garantiu que, caso o PL vença, medidas serão adotadas para compensar as empresas pelos custos adicionais da nova jornada.
"Não temos intenção de voltar atrás com a medida, o fim da escala 6 x 1 está decidido, mas vamos aprovar medidas para compensar as empresas pelos aumentos de custos e permitir negociações entre empresários e trabalhadores para permitir flexibilizações para algumas categorias", afirmou o senador.
Próximos passos
A PEC deve ser promulgada antes do segundo turno das eleições, mantendo-se como ponto de debate nas campanhas. A continuidade das mobilizações de rua será observada como fator decisivo para transformar a aprovação legislativa em vantagem eleitoral para Lula.