Minas Gerais registrou, até o início da tarde deste domingo (25), seis ocorrências de eleitores que entraram com celular na cabine de votação durante o segundo turno das eleições. O balanço foi apresentado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) em coletiva de imprensa.
Os incidentes foram identificados nos municípios de Taiobeiras, Uberlândia, Frutal, Campo Florido, Santa Vitória e Piedade dos Gerais, este último na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Caso de Romeu Zema reavivado
No primeiro turno, o então candidato à Presidência da República e ex-governador de Minas, Romeu Zema (Novo), foi flagrado com dois celulares ao entrar na cabine em Araxá, no Alto Paranaíba. Zema alegou não ter sido alertado pelos mesários. Na manhã deste domingo, o TRE-MG informou que a Justiça Eleitoral determinou à Polícia Civil a coleta de novo depoimento de Zema e dos mesários da Escola Estadual Delfim Moreira para esclarecer o episódio.
Regras e responsabilização
O uso de celular, câmera ou qualquer equipamento que possa comprometer o sigilo do voto é proibido dentro da cabine, conforme a Lei das Eleições e resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O eleitor deve desligar o aparelho e deixá‑lo no local indicado pela mesa receptora. A responsabilidade pela guarda cabe aos mesários, que devolvem o aparelho ao final da votação. Recusar a entrega impede o voto naquele momento e deve ser registrada em ata, podendo acarretar acionamento das forças de segurança.
Impacto e próximos passos
A investigação busca confirmar se houve orientação inadequada por parte da equipe da seção eleitoral e se a proibição foi efetivamente cumprida. O g1 entrou em contato com a Polícia Civil e aguarda retorno.
O cumprimento rigoroso da proibição visa preservar o sigilo do voto e impedir práticas como a compra de votos, que poderiam ser facilitadas pelo registro ou divulgação de escolhas eleitorais.