Em decisão unânime, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) aprovou nesta segunda‑feira (26) o acesso a documentos sigilosos sobre a morte do ex‑presidente Tancredo Neves.

Destaques:

  • liberação de prontuários e relatórios médicos
  • decisão do TRF‑1 atende pedido da família
  • documentos deverão ser entregues pelo CFM e CRM‑DF

A ação, movida pelos familiares, solicita a divulgação de todos os procedimentos médicos realizados durante o período em que Tancredo esteve internado no Hospital de Base, em Brasília. O pedido inclui prontuários, relação de médicos e demais documentos relativos ao tratamento.

"história de uma nação", afirmou Juliana Porcaro.

Tancredo Neves foi internado na véspera da posse presidencial e morreu em 21 de abril de 1985, um mês depois. Na época, a causa oficial foi infecção generalizada após sete cirurgias realizadas por dores abdominais. A família questiona a versão oficial, apontando possível erro médico.

Com a nova decisão, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM‑DF) deverão liberar os documentos solicitados, atendendo à determinação judicial.

O processo foi inicialmente aberto há mais de uma década, mas foi encerrado em primeira instância em 2012. O Ministério Público Federal (MPF) manifestou‑se favoravelmente à família em 2014, porém a ação ficou paralisada por mais de dez anos, retornando ao TRF‑1 apenas em 2025.

O g1 entrou em contato com o CFM e o CRM‑DF para confirmar os próximos passos e aguarda retorno das instituições.

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