O relatório técnico do TSE, elaborado entre 2 e 11 de outubro, concluiu que não foram encontradas publicações com informações falsas no canal "Exército do Lula". O documento foi produzido a pedido do presidente da Corte, ministro Nunes Marques.
Destaques:
- Não foram localizadas publicações falsas em outubro
- Ministro Nunes Marques determinou a análise urgente
- Decisão preliminar será debatida no plenário do TSE
A equipe da Assessoria de Enfrentamento à Desinformação alertou para o potencial de alcance elevado das mensagens, o volume de encaminhamentos e a coordenação de orientações que podem mobilizar seguidores.
"Não foram localizadas novas publicações que reproduzam os conteúdos examinados nos autos [notícias falsas alvos de decisões do TSE] ressalvando o conteúdo de vídeos que, pela urgência, não foram transcritos", diz o relatório.
Canal coordenado por deputado eleito
O canal, criado e coordenado pelo deputado André Janones (Rede-MG), conta com mais de 3 milhões de inscritos e tem como objetivo divulgar áudios, vídeos e instruções para apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Contexto eleitoral
A disputa presidencial entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL) se encaminha para o segundo turno em 25 de outubro. A análise técnica ressalta que a linguagem polarizadora das mensagens pode estimular confrontos próximos ao pleito.
Decisão do corregedor
O corregedor‑geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu a ordem de bloqueio do canal no domingo, 11 de outubro, e reabilitou seu funcionamento. A medida é preliminar e será avaliada pelo plenário do TSE.
Cueva determinou que não será permitida a vinculação de conteúdos falsos já analisados e advertiu que o canal pode ser novamente suspenso em caso de descumprimento.
Próximos passos
Após a suspensão da ordem de Nunes Marques, o ministro solicitou que a área técnica do TSE analisasse o conteúdo do canal com “máxima urgência”.
"O documento deveria apresentar ‘elementos técnicos disponíveis que possam contribuir para a avaliação dos riscos à integridade do processo eleitoral’", afirmou o relatório.