No domingo, 25 de outubro, ocorreu o segundo turno das Eleições 2026. Eleitores escolheram entre os candidatos à presidência, podendo registrar voto branco ou nulo, ambos desconsiderados na contagem dos votos válidos.

Como a urna eletrônica registra os votos

Com a adoção da urna eletrônica, o antigo cédula em branco foi substituído por um botão específico. O eleitor pressiona a tecla branco e confirma com a tecla verde. Já o voto nulo ocorre quando se digita um número que não corresponde a nenhum candidato ou partido e confirma a escolha.

Diferença histórica entre branco e nulo

Antes das urnas eletrônicas, o voto em branco era a cédula deixada sem marcação. O voto nulo era feito ao escrever um nome inexistente. Nos anos 1950, o rinoceronte Cacareco recebeu cerca de 100 mil votos em São Paulo; na década de 1980, o macaco Tião ganhou notoriedade no Rio de Janeiro. Nenhum desses candidatos fictícios assumiu cargo, pois os votos foram considerados nulos.

Impacto no resultado eleitoral

A Justiça Eleitoral considera apenas os votos válidos — aqueles atribuídos a candidatos ou partidos registrados — para definir o vencedor. Portanto, votos em branco ou nulos não alteram a vitória de nenhum candidato, mas indicam a parcela do eleitorado que optou por não apoiar nenhuma opção.

Relevância dos votos não válidos

Embora não influenciem a escolha do eleito, os votos brancos e nulos ajudam a analisar o comportamento do eleitorado. Eles revelam insatisfação ou protesto, fornecendo dados para debates sobre a representatividade e a confiança no processo democrático.