Flávio Bolsonaro (PL) perdeu a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por 4,4 milhões de votos e se mudou para os Estados Unidos. Sem mandato e sem foro privilegiado, ele ficará fora da política formal pela primeira vez desde 2003.
Representação no Senado
Michelle Bolsonaro (PL‑DF), esposa do ex‑presidente, foi eleita senadora pelo Distrito Federal com 938.496 votos (29,05%). Sua vitória garantiu também a eleição da aliada Bia Kicis (PL‑DF) para a segunda vaga do DF.
Carlos Bolsonaro (PL‑SC) transferiu seu título de eleitor para Santa Catarina e conquistou a segunda cadeira disponível para o Senado no estado, recebendo 1.902.100 votos (25,21%). A primeira vaga ficou com Carol de Toni (PL‑SC), aliada da família.

Entrada na Câmara dos Deputados
O filho mais novo de Jair Bolsonaro, Jair Renan, foi eleito deputado federal por Santa Catarina, sendo o quarto candidato mais votado no estado com 131.555 votos. Atualmente, ele exerce a função de vereador em Balneário Camboriú (SC).

Renato Bolsonaro (PL‑SP), irmão mais novo de Jair, garantiu uma vaga na Câmara pelos eleitores de São Paulo ao receber 379.312 votos, ficando em sexto lugar no ranking estadual. Esta foi a primeira vez que conquistou um cargo eletivo após seis tentativas.
Candidatos que não foram eleitos
Rogéria Bolsonaro (PL‑RJ), ex‑esposa de Jair e mãe de Flávio, Carlos e Eduardo, concorreu à Câmara pelos eleitores do Rio de Janeiro, obtendo 65.496 votos e não se elegeu. Ela foi vereadora por dois mandatos na década de 1990.

Contexto político da família
Após a derrota nas urnas, Flávio Bolsonaro publicou uma carta autoproclamando‑se “presidente eleito” e, posteriormente, “líder do Brasil”. Nos EUA, ele se juntou ao irmão Eduardo, que vive no país desde fevereiro de 2025. Ambos enfrentam investigações por lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas.
Com os novos mandatos, a presença da família Bolsonaro no Congresso será mantida, embora os principais líderes estejam fora do poder legislativo até 2027.