Decreto estabelece marco legal para a indústria de games
O decreto publicado em 15 de julho cria o Marco Legal da Indústria de Jogos Eletrônicos, com foco em formação profissional, produção nacional e saúde de crianças e adolescentes. Entre as medidas, destaca‑se a plataforma pública GameBrasil, que reunirá informações sobre jogos desenvolvidos no país.
Estrutura de apoio e fomento
A Agência Nacional do Cinema (Ancine) ficará responsável por regulamentar o acesso da indústria de games aos mecanismos de incentivo da Lei do Audiovisual, bem como por definir critérios para projetos ao Fundo Setorial do Audiovisual.
A plataforma GameBrasil, coordenada pelo Ministério da Cultura, catalogará, divulgará e promoverá jogos brasileiros, podendo hospedar um repositório de títulos financiados com recursos públicos para uso em escolas, universidades e unidades de saúde.
Serviços previstos para a plataforma
- Indicar onde os jogos estão disponíveis
- Reunir jogos financiados com recursos públicos
- Disponibilizar o repositório a instituições de ensino, pesquisa e saúde
Rede nacional de formação e capacitação
O Ministério da Cultura criará uma rede nacional de espaços de formação, experimentação, pesquisa e desenvolvimento de jogos eletrônicos, com adesão voluntária de instituições de ensino, pesquisa e extensão.
A Escola Solano Trindade de Cultura e Economia Criativa (Escult) passará a oferecer ações de qualificação e capacitação profissional.
O Ministério da Educação (MEC) poderá incentivar cursos, pesquisas e projetos de extensão ligados aos games, utilizando recursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).
Saúde, treinamento e acessibilidade
O Ministério da Saúde deverá regulamentar o uso de jogos eletrônicos para fins terapêuticos, definindo finalidades, parâmetros de utilização e requisitos técnicos.
Para games de treinamento e capacitação, o decreto estabelece parâmetros como fidelidade da simulação, proteção de dados pessoais, tempo de uso adequado e supervisão humana.
Reconhecimento dos esportes eletrônicos
O texto reconhece os esportes eletrônicos como manifestação esportiva competitiva, permitindo sua inclusão em competições, ligas e no Sistema Nacional do Esporte (Sinesp).
O Ministério do Esporte deverá integrar os esports às políticas públicas de formação, desenvolvimento de atletas, pesquisa, inovação, integridade, inclusão e acessibilidade.
Proteção de crianças e adolescentes
A implementação do marco legal observará normas de proteção a menores, exigindo que fornecedores adotem medidas técnicas de acessibilidade universal e segurança para o público infantojuvenil.