Ex‑coordenador de campanha afirma não saber paradeiro de Flávio Bolsonaro
Rogério Marinho, ex‑coordenador da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta terça‑feira (27) que não dispõe de informações sobre o paradeiro do candidato derrotado nas eleições presidenciais.
"Nós não temos ainda informações sobre o seu paradeiro, apenas algumas notícias que já saíram da imprensa, inclusive de outros países, que demonstram que pode ter havido um deslocamento do senador Flávio para um outro país", disse Marinho.
Destaques:
- Ex‑coordenador afirma desconhecer localização de Flávio Bolsonaro
- Autoridades brasileiras verificam possível presença na Argentina
- Prazo para entrega de passaporte expirou às 11h de 27/10
Marinho relatou que a última comunicação com Flávio ocorreu na manhã da mesma terça‑feira, por mensagem de texto, na qual o senador disse que "queria dar um tempo hoje".
"Hoje pela manhã quando fomos procurados por vários veículos de imprensa, nós tentamos contactar o Flávio e as pessoas estavam no seu entorno, recebi por parte dele uma mensagem meu telefone, mensagem de texto, onde ele dizia que queria dar um tempo hoje e depois conversaria conosco. E pronto. Foi a única comunicação que eu tive com ele e foi por volta das oito da manhã", detalhou.
Ele acrescentou que, no dia anterior, esteve com Flávio até cerca das quatro da tarde, agradecendo os votos recebidos e manifestando surpresa com o resultado da apuração.
Imprensa argentina indica entrada do senador
Durante a madrugada de 27/10, veículos da Argentina publicaram que Flávio teria entrado no país e planejaria voo particular para os Estados Unidos. As autoridades argentinas, por meio do controle de imigrações do governo Milei, confirmaram ao g1 que não há registro de entrada do senador.
Polícia Federal alerta risco de fuga
A PF, em pedido ao ministro Alexandre de Moraes, destacou riscos "concretos e atuais" de fuga, citando a recomendação pública do deputado Eduardo Bolsonaro e a existência de estruturas no exterior que poderiam facilitar a permanência de Flávio fora do Brasil.
O ministro Moraes, em 26/10, proibiu a saída do país, cancelou os passaportes brasileiros do senador e exigiu a entrega, em até 24 horas, de qualquer documento de identidade estrangeiro. O prazo para entrega encerrou às 11h de 27/10, sem que Flávio tenha cumprido a determinação.
Investigações em curso
A restrição faz parte de investigação que liga Flávio Bolsonaro ao advogado Willer Tomaz, envolvendo suposto esquema de empresas e apostas esportivas, mantida em sigilo de justiça. Ambos confirmam amizade, mas negam sociedade ou irregularidades.
Além disso, o senador responde a inquérito que apura possível crime relacionado ao financiamento da produção do filme "Dark Horse", sobre a trajetória do ex‑presidente Jair Bolsonaro.