O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, manteve a prisão preventiva de Fabiano Zettel, cunhado do ex‑banqueiro Daniel Vorcaro, e solicitou que a Procuradoria‑Geral da República (PGR) se pronuncie sobre pedidos de liberdade de outros investigados no caso Master.
"No caso, a prisão preventiva autorizada nos autos segue adequada e indispensável à aplicação da lei penal, à manutenção da ordem pública e à conveniência da instrução criminal, devendo ser mantida", escreveu o ministro.
Destaques:
- prisão de Fabiano Zettel mantida
- PGR deve se manifestar sobre 7 pedidos de liberdade
- STF deu 3 dias para informações sobre saúde de Henrique Vorcaro
PGR deve analisar sete pedidos de liberdade
Fachin incluiu na solicitação da PGR os pedidos de liberdade de Daniel Monteiro, ex‑assessor jurídico de Vorcaro; Victor Lima Sedlmaier, apontado como integrante da Turma; e Marilson Roseno da Silva, policial aposentado que atuaria no grupo de inteligência. A PGR também deve avaliar a manutenção de medidas cautelares contra Belline Santana, ex‑chefe do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central, e Ana Claudia Queiroz de Paiva, sócia de empresa investigada.
Medidas cautelares e saúde de Henrique Vorcaro
Fachin manteve o uso de tornozeleira eletrônica por Leonardo Augusto Furtado Palhares, sócio de empresa ligada a Vorcaro, e concedeu três dias para que o Complexo Penitenciário Nelson Hungria informe sobre o estado de saúde e assistência a Henrique Vorcaro, preso desde 14 de maio de 2026.

A unidade deve detalhar a disponibilização de medicamentos prescritos e as providências para exames e tratamentos indicados pelos profissionais de saúde. Após receber as informações, o ministro ouvirá a PGR.
Contexto do caso Master e decisões recentes
No último dia 28, Daniel Vorcaro e 14 outras pessoas foram indiciados em investigação que apura esquemas envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). A defesa de Henrique Vorcaro anexou relatório médico de 28 de outubro de 2026, apontando diverticulite aguda e indicação de cirurgia de cólon, pedindo a conversão da prisão preventiva em domiciliar.
"No caso, considerando que as medidas cautelares fixadas nos autos devem ser mantidas, porque prosseguem adequadas, necessárias e suficientes à conveniência da instrução criminal, os eventuais pedidos de autorizações de deslocamentos devem ser examinadas de maneira casuística e individualizada", diz a decisão.
A PF depôs Zettel por videoconferência, onde ele afirmou fazer pagamentos sem questionar e reclamou de estar preso há nove meses. Fachin manteve a prisão e ressaltou que os casos centrais do Master foram enviados à Presidência desde 12 de setembro, permanecendo paralisados.