O Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos se reuniu na tarde de 5 de julho e aprovou a lista de prioridades do governo federal para 27 minerais críticos e estratégicos. A decisão orienta a alocação de até R$ 7 bilhões em incentivos a projetos de processamento e transformação desses recursos.
“Por muito tempo exportamos essa riqueza em estado bruto e importamos o produto pronto, com valor agregado lá fora. Queremos romper esse ciclo e definir uma estratégia para o desenvolvimento aqui”, disse o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.
Destaques:
- 27 minerais classificados em três níveis de prioridade
- Márcio Elias Rosa e Luiz Inácio Lula da Silva participaram da reunião
- Investimentos de até R$ 7 bilhões serão direcionados conforme a lista
Critérios de classificação
A lista considerou cinco critérios: risco geopolítico, concentração de oferta, substituibilidade, posição do Brasil na cadeia de produção e dependência externa. Minerais que exigem maior desenvolvimento interno subiram na hierarquia.
Objetivo da política
A Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, sancionada em 16 de setembro, visa criar uma nova indústria nacional capaz de transformar minerais em produtos de alto valor, como baterias de veículos elétricos. O país, que possui a segunda maior reserva de grafita, a terceira de níquel e a quarta de manganês, busca deixar de ser apenas exportador de matéria‑prima.
“Não queremos fazer com que o Estado seja o senhor supremo da exploração, da transformação, da industrialização. Nós queremos construir parceria, precisamos aprender. Precisamos construir com outros países que queiram participar conosco do processo de transformação e exploração dessa riqueza.”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Prioridades de investimento
Os minerais no topo da lista, como níquel, grafita e lítio, são essenciais para baterias, ímãs permanentes e sistemas de armazenamento de energia, setores em expansão. A classificação orientará os recursos do BNDES, do MDIC e do Ministério de Minas e Energia.
Próximos passos
A lista não é definitiva; novos minerais podem ser incluídos conforme os mesmos critérios. O governo deverá detalhar os projetos beneficiados nos próximos meses, alinhando parcerias internacionais para acelerar a industrialização dos recursos críticos.