A família de um estudante de 12 anos denunciou que o menino foi alvo de racismo na Escola Municipal Vereador Benedito Batista, em Contagem, na Grande BH. Segundo o relato, dois alunos seguraram a vítima pelos braços enquanto um terceiro jogava bananas contra ele, proferindo a frase “joga banana no macaco”.

A denúncia foi feita na Ouvidoria da Educação do Governo Federal, por meio da plataforma Fala.BR, e encaminhada à Secretaria Municipal de Educação de Contagem. Em nota, a prefeitura confirmou o recebimento da denúncia e informou que a secretaria vai apurar o caso, ouvindo os envolvidos, a família e verificando procedimentos escolares e possíveis episódios anteriores.

"A Administração Municipal considera a denúncia grave e reafirma seu compromisso inegociável com o enfrentamento ao racismo, a prevenção de todas as formas de violência e a garantia de um ambiente escolar seguro, respeitoso e acolhedor para todos os estudantes", disse a nota.

A mãe de um aluno, amigo da vítima, relatou que seu filho presenciou o episódio e ouviu claramente a frase “joga a banana no macaco”, sem saber quem a proferiu. Ela destacou que “a criança não nasce racista, ela aprende” e que o tema deve ser amplamente discutido nas escolas.

"Ele falou que escutou alguém falando: ‘joga a banana no macaco’. Ele ouviu bem claro, mas não sabe se quem falou foi o menino que jogou as bananas ou um dos que estavam segurando. Eu acho que a criança não nasce racista, ela aprende. Então isso tem que ser muito conversado nas escolas", disse a mãe.

A tia da vítima, que acompanha o caso, informou que houve reunião na escola, nesta sexta‑feira (30), com a diretoria e todos os envolvidos. Ela relatou que o menino tem sofrido esse tipo de agressão desde o ano passado, mas temia contar à família por medo de punição.

"Ele é um menino tímido e inocente ao ponto de achar que, se contasse para a família, seria punido. Eu falei: ‘Meu filho, você é a vítima’. Minha irmã está arrasada. Por isso estou acompanhando ela. Está arrasada, e com razão", disse a tia.

A família informou que, após a reunião, continuará acompanhando o caso e pretende registrar boletim de ocorrência para garantir as providências legais.