A Fenabrave divulgou nesta quarta‑feira (4) que a projeção de crescimento das vendas de veículos novos em 2026 subiu para 12,8%, frente à estimativa anterior de 8,6%. A expectativa indica que o setor deve comercializar quase 5,6 milhões de unidades ao longo do ano.

“Os resultados acumulados permitem uma avaliação mais favorável para o fechamento do ano, principalmente entre automóveis e comerciais leves. Ao mesmo tempo, continuamos projetando retração para caminhões e ônibus, ainda que menores que as estimadas em julho, mas abaixo do que prevíamos em janeiro”, disse Arcelio Junior, presidente da Fenabrave.

Destaques:

  • projeção de 12,8% de crescimento em 2026
  • Arcelio Junior apresenta nova estimativa
  • meta de 5,6 milhões de veículos vendidos

Desempenho acumulado até outubro

Entre janeiro e outubro, foram emplacadas 4.722.650 unidades, representando 12,62% de crescimento em relação ao mesmo período de 2025. Esse resultado é o segundo maior da série histórica, superado apenas pelo recorde de 2011.

Segmentos em alta e em baixa

Os veículos eletrificados (híbridos e elétricos) registraram crescimento superior a 130% no acumulado do ano, com 524.766 unidades emplacadas, passando de 10,67% para 20,54% da participação total. Já os segmentos de caminhões e ônibus continuam em queda, com retração acumulada de 4,18%.

“Observamos uma recuperação gradual em segmentos como caminhões, ônibus e implementos rodoviários, cuja queda acentuada vem retrocedendo ao longo dos meses, notadamente, após a implantação do Programa Move Brasil”, acrescentou Arcelio Junior.

Variações mensais

Em outubro, o total de 489.119 emplacamentos incluiu automóveis, comerciais leves, ônibus, caminhões, motos e implementos. O mês registrou queda de 4,06% em relação a setembro e retração de 0,85% frente a outubro de 2025, atribuída ao menor número de dias úteis (21 contra 23 em 2025).

Motocicletas em destaque

As motocicletas cresceram 8,90% no ano, com 1.985.816 unidades emplacadas, atingindo o maior volume da série histórica.

“A motocicleta atende tanto às necessidades de mobilidade individual quanto às atividades profissionais, especialmente nas cidades. Essa diversidade de utilização contribui para manter a demanda elevada, ainda que com pequenos ajustes pontuais de um mês para o outro, como os que ocorreram em outubro, em função do menor número de dias úteis em relação a outubro do ano passado”, afirma Arcelio Junior.