Flávio Bolsonaro (PL) enviou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedido nesta quarta‑feira (21) autorizando o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos. A condição: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve ampliar o alcance da mesma investigação sobre o seu próprio histórico e sobre terceiros.

Flávio Bolsonaro quer que, junto à divulgação de seus extratos, Lula também revele informações de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex‑chefe de gabinete do presidente, dos registros de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto, dos sigilos de José Ferreira da Silva, do Frei Chico, irmão de Lula, entre outras condições.

A manifestação chegou um dia após Lula autorizar a divulgação de seus dados pessoais, condicionada à reciprocidade do adversário. Lula havia aceito a liberação de seus próprios dados desde que Flávio também o fizesse.

"verdadeira aberração jurídica", afirmou Flávio Bolsonaro ao criticar o pedido de Lula.

Segundo o candidato do PL, o pedido de Lula poderia ser atendido sem necessidade de encaminhar o caso ao TSE, permitindo a divulgação dos extratos de forma direta.

As petições de Flávio Bolsonaro e de Luiz Inácio Lula da Silva foram enviadas ao ministro André Mendonça, relator do processo no TSE, que deverá analisar as condições impostas por ambos os candidatos.

Reação de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro descreveu a iniciativa de Lula como "verdadeira aberração jurídica", argumentando que a medida poderia ser resolvida sem a intervenção do tribunal.

Exigências sobre terceiros

Além de solicitar a ampliação dos sigilos de Lula, o candidato do PL incluiu nomes como Marco Aurélio Santana Ribeiro, Roberta Luchsinger, José Ferreira da Silva e Frei Chico, exigindo que seus dados também sejam tornados públicos.

Próximos passos no TSE

O ministro André Mendonça, responsável pelo caso, analisará as petições e decidirá se as condições impostas por Flávio Bolsonaro serão aceitas ou se o processo seguirá para julgamento no tribunal.