O senador Flávio Bolsonaro (PL) apresentou nesta terça‑feira (21) uma petição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) respondendo ao desafio lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na proposta, Flávio aceita abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, bem como os de familiares e empresas de sua propriedade, mas condiciona a medida à reciprocidade do adversário.
Na véspera, Lula havia protocolado documento no TSE declarando autorizar a abertura de seus próprios sigilos e dos familiares, vinculando o ato à reciprocidade. A defesa de Flávio classificou a proposta de Lula como "promessa vazia" e "quebra para inglês ver", argumentando que eventuais irregularidades estariam ocultas em nomes de terceiros, laranjas e empresas, e não em contas diretas.
Petição de Flávio Bolsonaro
A petição apresentada por Flávio detalha a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico referentes a duas décadas, além de informações de familiares e empresas. O senador ressalta que a medida só será efetiva se o presidente Lula aceitar abrir os mesmos tipos de sigilos, ampliando o escopo para evitar supostas manobras de ocultação.
Reação de Lula
Lula, ao protocolar seu documento, condicionou a liberação dos seus sigilos à reciprocidade, indicando disposição para a troca de informações. No entanto, a defesa de Flávio contestou a iniciativa, classificando‑a como insuficiente para revelar possíveis irregularidades.
Implicações políticas
A troca de exigências entre os candidatos eleva o debate sobre transparência e combate à corrupção no período eleitoral. Caso ambas as partes cumpram as condições, o TSE terá acesso a um volume significativo de dados pessoais e empresariais, o que pode influenciar a percepção pública e o andamento da campanha presidencial.