A pesquisa Quaest, realizada entre 17 e 20 de outubro com 2.154 entrevistados de 16 anos ou mais, revelou que 60% dos brasileiros que acompanharam as medidas recentes do governo Luiz Inácio Lula da Silva as classificam como eleitoreiras. O levantamento, divulgado pela Globo e pelo jornal O Globo, indica que a percepção de uso político das ações governamentais permanece alta.

A maioria dos entrevistados (cerca de metade do total) afirmou ter ouvido falar de alguma medida nos últimos 30 dias. Dentre eles, 32% acreditam que as ações são necessárias, ainda que anunciadas durante a campanha, enquanto 5% consideram que ambas as interpretações são verdadeiras.

Outros 1% rejeitam ambas as hipóteses e 2% não souberam responder. 42% dos participantes não tinham conhecimento de nenhum anúncio recente, e 8% não souberam responder à pergunta.

Percepção sobre as medidas anunciadas

A pesquisa questionou especificamente se as medidas foram vistas como eleitoreiras ou necessárias. As respostas foram distribuídas da seguinte forma:

  • Medidas eleitoreiras: 60%
  • Medidas necessárias: 32%
  • Ambas as interpretações: 5%
  • Nenhuma das opções: 1%
  • Não souberam responder: 2%

Conhecimento das medidas recentes

Quando indagados sobre o conhecimento de alguma medida anunciada pelo governo no último mês, 3% citaram a proposta de canetas emagrecedoras gratuitas no SUS. O restante dos entrevistados que afirmaram conhecer alguma medida não detalharam outras iniciativas.

Contexto eleitoral

A pesquisa foi divulgada a 9 dias das eleições, período em que o governo Lula anunciou diversas ações, como reajuste de 15% no Bolsa Família, aumento do piso salarial de R$ 600 para R$ 691, proibição de apostas esportivas, e o programa Desenrola 3.0 para renegociação de R$ 150 bilhões em dívidas.

Avaliação geral do governo

Além da percepção sobre as medidas, a pesquisa mostrou que 47% dos entrevistados desaprovam o governo Lula, enquanto 46% aprovam. O candidato Flávio Bolsonaro registra 52% de rejeição, e Lula, 47%.

Dados metodológicos

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo está registrado sob o código BR-08535/2026.