Integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) já admitem nomes e postos estratégicos em caso de vitória nas eleições. Nos bastidores, aliados discutem quem ocuparia posições‑chave, quais seriam os nomes de confiança do senador e como acomodar interesses políticos numa eventual administração.

Ministério da Justiça e Senado

O nome de Guilherme Derrite é considerado favorito para comandar o Ministério da Justiça. Em entrevista ao Estúdio i na semana passada, Derrite negou convite ou qualquer discussão sobre o assunto.

Caso Flávio seja eleito, sua ida ao Executivo abriria espaço para Vicente Santini, suplente de Derrite, no Senado. A articulação inclui laços históricos da família Santini com Jair Bolsonaro.

Economia e finanças

Na área econômica, surgem nomes conhecidos do governo Bolsonaro e do mercado financeiro. Roberto Campos Neto, ex‑presidente do Banco Central, Alexandre Betamio, Marcelo Kayath e Adolfo Sachsida, ex‑ministro de Minas e Energia, são citados como possíveis titulares do Ministério da Fazenda.

Casa Civil e articulação política

Para a Casa Civil, aparecem Wagner Rosário, ex‑ministro da CGU, e o senador Eduardo Gomes, que liderou o governo Bolsonaro no Congresso. O senador Rogério Marinho, próximo à família Bolsonaro, também é mencionado tanto para a Casa Civil quanto para a presidência do Senado, dependendo dos acordos políticos pós‑eleição.

Núcleo de confiança

No círculo íntimo de Flávio, destaca‑se o publicitário Marcello Lopes, conhecido como Marcelão, descrito como amigo pessoal e conselheiro estratégico.

Outros nomes em pauta

  • Daniela Marques, ex‑presidente da Caixa, pode integrar uma eventual Ministério da Prosperidade.
  • Marcos Troyjo, ex‑presidente do banco dos BRICS, é citado para o Itamaraty.
  • Para o STF, circulam os nomes de Jorge Oliveira, ministro do TCU, e Maria Cláudia Bucchianeri, ex‑ministra do TSE.

Flávio Bolsonaro afirmou à TV Globo que Eduardo Bolsonaro não será ministro, mas não descartou a possibilidade de indicar o irmão a uma embaixada nos EUA, como tentou fazer seu pai em 2019/2020.

Ainda não há convites formalizados nem definições públicas sobre a distribuição dos cargos. Parte dos nomes é defendida por aliados, enquanto outros permanecem em conversas preliminares.

O mapa revela a tentativa de montar uma estrutura de poder que combine confiança pessoal, articulação com o Congresso e comando da economia, antecipando a formação de uma eventual equipe de governo.