O iFood Benefícios anunciou nesta terça‑feira (20) a compra da Caju, startup de benefícios corporativos, gestão de despesas e recursos humanos. A transação ainda aguarda aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central.

"Repensamos a cadeia de valor do benefício, e os pontos de partida foram o restaurante e o trabalhador. Quando o custo da transação cai, o estabelecimento opera com mais margem e pode repassar esse ganho em alimentação mais barata para o trabalhador e em mais investimento no negócio", afirmou Arthur Freitas, CEO do iFood Benefícios.

Destaques:

  • iFood Benefícios compra a Caju
  • Aprovação ainda necessária do Cade e do Banco Central
  • Operação não altera imediatamente serviços para clientes

Estratégia de expansão do iFood

Em setembro, a companhia divulgou um plano de investimentos de R$ 24 bilhões até março de 2027, focado em serviços financeiros, tecnologia e soluções corporativas. A aquisição reforça a intenção de ir além do delivery, consolidando presença no mercado de benefícios, que movimenta cerca de R$ 150 bilhões ao ano e atende mais de 22 milhões de trabalhadores do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).

Perfil das empresas e sinergias

Criadas em 2020, iFood Benefícios e Caju cresceram disputando um setor tradicionalmente dominado por grandes operadoras. Ambas apostam em soluções digitais e cartões multibenefícios que concentram diferentes modalidades em uma única plataforma.

  • iFood Benefícios oferece cartões com alimentação, refeição, mobilidade, educação, cultura e saúde, atendendo 65 mil clientes corporativos e 1,7 milhão de usuários.
  • Caju possui mais de 70 mil empresas clientes e 1,3 milhão de usuários, além de ferramentas de controle de despesas e gestão de pessoas.

A combinação deve ampliar a oferta de produtos para trabalhadores e departamentos de recursos humanos.

Impactos regulatórios e operacionais

O acordo foi comunicado ao Cade, que avaliará possíveis impactos concorrenciais. Após sua análise, a operação também precisará ser aprovada pelo Banco Central. Até a conclusão dos processos, as duas empresas continuarão operando de forma independente, sem mudanças imediatas para usuários, empregadores ou estabelecimentos parceiros.

"Juntar forças com o iFood Benefícios é a chance de acelerar o que já fazemos, abrindo espaço para a inovação com mais investimento em experiência e produto", afirmou Eduardo Del Giglio, CEO e cofundador da Caju.

E temos essa do Arthur Freitas, CEO do iFood Benefícios
E temos essa do Arthur Freitas, CEO do iFood Benefícios — Foto: Ifood / Divulgação

Mercado de benefícios em transformação

A aquisição ocorre em meio a mudanças regulatórias recentes no setor de benefícios corporativos, que visam ampliar a concorrência e reduzir custos para estabelecimentos que aceitam vales‑alimentação e refeição. O iFood destaca a integração com seu ecossistema: seu cartão é aceito em mais de 11 milhões de estabelecimentos físicos e está conectado a mais de 500 mil restaurantes e mercados na plataforma. A Caju informa que seus cartões são aceitos em mais de 12 milhões de estabelecimentos em todo o país.