A Justiça italiana adiou a audiência marcada para as 11h30 (horário local) e remarcou o julgamento para 24 de novembro. O caso envolve o pedido de extradição da ex‑deputada Carla Zambelli, condenada no Brasil por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal.
Motivo do adiamento
A Corte de Apelação de Roma solicitou nova avaliação sobre as condições carcerárias no Brasil, especialmente o acesso a tratamento médico para a fibromialgia que Zambelli alega ter. O adiamento também decorreu da falta de acesso da defesa aos documentos enviados pelo governo brasileiro.
Histórico judicial
Em julho, a Justiça italiana anulou a decisão que autorizava a extradição e devolveu o processo à fase inicial. Em maio, a Corte Suprema de Cassação italiana rejeitou outro pedido de extradição relacionado a uma condenação de 10 anos por invasão de sistemas do CNJ, apontando dúvidas sobre a imparcialidade do STF brasileiro.
Reações e declarações
Eduardo Maurício, advogado de Zambelli, afirmou que a extradição "seria o mesmo que entregá‑la à morte".
"seria o mesmo que entregá‑la à morte", afirmou Eduardo Maurício.
A defesa da ex‑deputada pediu o adiamento alegando não ter recebido os documentos do governo brasileiro, pedido que foi aceito pelos magistrados italianos.
Contexto da condenação no Brasil
O STF condenou Zambelli a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, crime ocorrido na véspera do segundo turno das eleições de 2022, quando ela perseguiu armado um homem no bairro Jardins, em São Paulo.
Com a decisão italiana, o processo de extradição permanece em aberto, aguardando nova avaliação das garantias médicas e dos documentos apresentados pelo Brasil.