Em novembro de 2026, o Brasil entregará a presidência da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP) à Turquia, que sediará a COP31 em Antália. A transferência ocorre após o país ter assumido o cargo ao sediar o encontro em Belém.
Destaques:
- Transferência da presidência da COP para a Turquia
- Lula participará da ASEAN nas Filipinas e do G20 na Flórida
- Eleições legislativas americanas em 3 de novembro definirão o cenário político nos EUA
Participação em fóruns internacionais
Entre novembro e dezembro, o Brasil estará presente na Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), no G20 e na Cúpula do Mercosul. A presença reforça a estratégia de ampliar a atuação brasileira na Ásia e diversificar mercados, reduzindo a dependência da China.
Relações com os Estados Unidos e Trump
A política externa terá de conduzir o diálogo com os Estados Unidos, onde Donald Trump permanece na Casa Branca. As eleições legislativas americanas, marcadas para 3 de novembro, podem influenciar a correlação de forças em Washington. Lula e Trump devem se encontrar na ASEAN, nas Filipinas, em novembro, e no G20, na Flórida, em dezembro.
Caso Flávio Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro viajou para os EUA após passagem pela Argentina, agradecendo publicamente a Trump e ao presidente argentino Javier Milei. O governo americano concedeu-lhe visto humanitário, apesar da anulação de seus passaportes pela Polícia Federal brasileira.
Segurança pública e cooperação regional
O governo brasileiro pretende criar o Ministério da Segurança Pública e ampliar acordos de cooperação contra o crime organizado, especialmente o tráfico de drogas. Apesar das divergências ideológicas, países como Peru, Bolívia e Chile demonstram interesse em manter relações pragmáticas com o Brasil.
Desafios com a Argentina
A relação com a Argentina permanece tensa devido aos ataques de Milei a Lula e ao apoio de Milei a Flávio Bolsonaro. O governo brasileiro avalia que a retomada do diálogo presidencial depende de uma mudança de postura de Milei.
Perspectivas para o quarto mandato
Lula busca fortalecer a presença do Brasil nos organismos multilaterais, ampliar a cooperação com os EUA e países vizinhos, e diversificar parceiros comerciais na Ásia, mantendo a China como prioridade estratégica.