O presidente Luiz Inácio Lula da Silva designou Edinho Silva, presidente do PT, para encontrar dirigentes de partidos e definir a base de apoio ao seu quarto mandato. As reuniões começaram na semana passada e devem ser concluídas até o final desta semana.

Agenda de encontros com legendas

Edinho Silva já se encontrou com presidentes de Podemos, PSD, MDB, Republicanos e União Brasil. Segundo auxiliares do presidente, o objetivo é identificar convergências e divergências entre as agendas dos partidos e as propostas do governo, sem discutir cargos neste momento.

Declarações do MDB

Em conversa com Baleia Rossi, presidente do MDB, o tema de cargos não foi abordado. Rossi afirmou que o MDB está à disposição para "garantir a estabilidade para o país" e apoiar agendas de consenso, sobretudo na área econômica.

"Guardadas diferenças entre nossos partidos, podemos encontrar caminhos comuns para os temas nacionais, como o crescimento econômico e a geração de mais oportunidades. O MDB é o partido do diálogo. O Brasil precisa de pacificação", disse Baleia Rossi em publicação nas redes sociais.

Estratégia de Lula para a nova coalizão

Lula quer clareza sobre o que cada legenda entregará e onde suas agendas convergem com as propostas para o próximo mandato. Ele pretende evitar o modelo de negociação usado em 2023, quando partidos indicavam ministros separadamente para Câmara e Senado.

Próximos passos da transição

Na semana passada, Edinho Silva informou à GloboNews que as discussões sobre a nova composição do governo devem acelerar após o retorno do presidente da COP, previsto para a Turquia entre 9 e 20 de novembro, com presença de Lula nos dias 11 e 12. O dirigente do PT ressaltou a necessidade de organizar a transição, mesmo com a continuidade de Lula na Presidência, e destacou que novos ministros precisarão dialogar com os atuais titulares, podendo haver reorganização nas estruturas ministeriais e estaduais.