Presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou, junto a diplomatas e assessores, que a melhor estratégia é evitar transformar a contratação de um avião pela Casa Branca, utilizada na fuga de Flávio Bolsonaro (PL), em crise com Donald Trump. A decisão surge após a revelação de que um funcionário da Casa Branca pagou o jatinho contratado por Jason Miller, assessor do presidente americano.

A avaliação parte do entendimento de que Trump já enfrenta pressão interna por sua suposta ajuda ao candidato derrotado do PL. A questão sobre quem financiou o voo pode intensificar o debate nos Estados Unidos, sobretudo com as eleições para renovação do Congresso se aproximando.

Pressão interna sobre Trump

Analistas apontam que os democratas podem usar a informação como munição extra nas eleições de novembro, quando Trump corre risco de perder a maioria na Câmara dos Representantes e possivelmente ficar em minoria no Senado.

Próximos encontros diplomáticos

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, deve se reunir com o senador Marco Rubio na reunião dos chanceleres do G20, prevista para esta sexta‑feira ou sábado (31). O encontro será oportunidade para o Brasil informar que, mesmo o PL reconheceu a vitória de Lula nas eleições de domingo.

Perspectivas para o futuro

Em dezembro, Lula está programado a encontrar‑se novamente com Trump na cúpula dos chefes de Estado do G20. A equipe do presidente ressalta que o mandatário americano ainda tem dois anos de mandato, e o Brasil precisará manter relações que favoreçam negociações para empresas brasileiras.