O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que entregará nesta terça‑feira (20) ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma autorização para quebra de seu sigilo telefônico e bancário, bem como o de seus cinco filhos. O gesto ocorre no contexto da disputa presidencial de 2026, onde o candidato do PT busca reforçar a transparência de sua campanha.

"Eu vou entregar isso amanhã, no Tribunal Eleitoral, na expectativa de que o candidato adversário apresente a abertura do seu sigilo, das suas empresas e da sua família. E por que que eu estou fazendo isso? Porque é preciso de uma vez por toda acabar com a história de ladrão ficar chamando gente honesta de ladrão", afirmou Lula.

Destaques:

  • Pedido de quebra de sigilo será entregue ao TSE em 20/10
  • Lula desafia Flávio Bolsonaro a abrir seu sigilo bancário e fiscal
  • Inclui os cinco filhos de Lula no pedido de abertura

Desafio a Flávio Bolsonaro

Lula utilizou pronunciamento à imprensa em Porto Alegre, na segunda‑feira (19), para desafiar o adversário Flávio Bolsonaro (PL) a abrir seu sigilo bancário e fiscal. O pedido surge após debate presidencial no domingo (18), quando Lula questionou o patrimônio do candidato e sugeriu a análise das contas de ambos antes da eleição.

"A única coisa que eu estou pedindo é que ele [Flávio Bolsonaro] tenha a coragem de provar que é honesto", disse Lula.

Pedido de abertura dos filhos

O presidente incluiu no pedido os nomes dos cinco filhos – Fábio Luís, Lurian, Marcos, Sandro e Luis Claudio – alegando que sempre foi alvo de informações falsas sobre a honra da família durante campanhas eleitorais.

"Fiz questão de colocar meus cinco filhos porque toda eleição se inventa uma coisa contra minha família e eu resolvi não ficar quieto", afirmou.

Ato em Porto Alegre

O ato, realizado na tarde de segunda‑feira (19), reuniu milhares de apoiadores no Largo dos Açorianos, entre Cidade Baixa e o Centro Histórico. Lula percorreu a Avenida Borges de Medeiros até o centro, onde escreveu em um cartaz a frase "abre o sigilo Flávio".

"Eu vou entregar na expectativa que ele entregue a dele e eu quero que a Justiça investigue e depois divulgue, para o povo brasileiro saber quem é ladrão ou quem não é ladrão neste país", desafiou o presidente.