O Boletim Focus divulgado nesta terça‑feira (13) pelo Banco Central indicou que o mercado financeiro elevou a estimativa de inflação para 5,22% em 2026. Na mesma publicação, a projeção da taxa básica de juros, a Selic, recuou para 13,25% ao final de 2026, incorporando duas reduções até lá.

"O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.", afirmou fonte do texto bruto.

Destaques:

  • Inflação projetada em 5,22% para 2026
  • Selic prevista em 13,25% ao fim de 2026
  • Próxima projeção de taxa de câmbio em R$ 5,15 por dólar

Inflação revisada em meio à guerra no Oriente Médio

A alta da inflação ocorre apesar da continuidade da guerra no Oriente Médio, que eleva o preço do petróleo e pode pressionar os combustíveis no Brasil. A projeção para 2027 manteve‑se em 4,30%, enquanto para 2028 caiu levemente para 3,79% e para 2029 para 3,50%.

Expectativas de crescimento do PIB

O mercado manteve a estimativa de crescimento do PIB em 1,85% para este ano, sinalizando desaceleração em relação ao crescimento de 2,3% registrado em 2025 pelo IBGE. A projeção para 2027 permaneceu em 1,40%.

Perspectivas para a taxa Selic e câmbio

A taxa Selic, atualmente em 13,75%, deve chegar a 13,25% ao fim de 2026, com duas reduções previstas. Para 2027, a expectativa estabiliza em 12%, e para 2028 em 10,50%. A taxa de câmbio estimada para o fim de 2024 foi reduzida de R$ 5,20 para R$ 5,15 por dólar, e a projeção para 2027 recuou de R$ 5,28 para R$ 5,26.

Implicações para a população

A elevação da inflação reduz o poder de compra, sobretudo dos salários mais baixos, enquanto a expectativa de cortes na Selic busca conter pressões inflacionárias. O governo, em ano eleitoral, tem adotado medidas para estimular a demanda, mas isso pode dificultar o controle da inflação.