Minas Gerais registrou cerca de 500 mil fragmentos de vegetação nativa, segundo estudo do MapBiomas divulgado nesta quinta‑feira (29). O levantamento, que abrange o período de 1986 a 2024, indica que o estado lidera a fragmentação no país, superando todas as demais unidades federativas.

Crescimento da fragmentação nas últimas quatro décadas

Ao longo de quase quatro décadas, o número de fragmentos aumentou em todo o território nacional. Em Minas Gerais, a fragmentação ocorre quando áreas antes contínuas são divididas por estradas, pastagens ou lavouras. O dado não indica maior cobertura vegetal, mas sim a quantidade de trechos isolados.

Biomas mais afetados

Entre os biomas brasileiros, a Mata Atlântica e o Cerrado concentram o maior número de fragmentos, de acordo com o MapBiomas. Essa divisão expõe as bordas das matas, aumentando a vulnerabilidade das espécies nativas e alterando o microclima local.

Impactos ambientais

Nas florestas, a fragmentação reduz a proteção natural, altera o microclima e favorece o acúmulo de material seco nas bordas, facilitando a propagação de incêndios. A abertura de estradas e a expansão de pastagens e áreas agrícolas são apontadas como as principais causas desse processo.

Perspectivas

O estudo alerta para a necessidade de políticas de conservação que considerem a conectividade dos habitats e a mitigação dos impactos causados pela expansão agrícola e infraestrutura viária.