Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisam, em reunião reservada, que a solicitação de Flávio Bolsonaro para anular o segundo turno da eleição presidencial tem pouca chance de ser aceita. O senador, candidato pelo PL, foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo, 25, com diferença de 4,4 milhões de votos.

Decisão do STF e prorrogação da votação

A prorrogação de duas horas no horário de votação, determinada pelo ministro Cristiano Zanin (STF), gerou debate sobre possíveis questionamentos. O TSE entende que a medida não alterou o resultado, já que apenas 35.521 votos foram registrados após as 17h (horário de Brasília).

Argumentos contra a anulação

Os ministros apontam a expressiva diferença de votos como motivo para rejeitar o pedido. Além disso, a própria campanha de Flávio Bolsonaro solicitou a extensão do horário em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo, reconhecendo a necessidade da medida.

"Tenho toda a segurança no processo eleitoral", afirmou o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques.

Cronologia dos pedidos de prorrogação

  • 13h22 – PT solicita apuração de problemas no transporte público em cidades da Bahia.
  • 15h27 – Campanha de Flávio Bolsonaro pede ampliação do horário por dificuldades em municípios de SP, PR e SC.
  • 16h33 – Caso distribuído ao ministro Cristiano Zanin (STF).
  • Pouco depois das 17h – Zanin decide prorrogar a votação até as 19h em todo o país.
  • 17h49 – Presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, orienta seções ainda abertas a permanecerem até as 19h.

Resultado final

Lula foi reeleito com 51,79% dos votos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 48,21%. Ambas as campanhas haviam solicitado mais tempo de votação, mas a Justiça Eleitoral confirmou a validade dos resultados.

Flávio Bolsonaro declarou que a prorrogação foi "inexplicável" e pretende pedir a anulação da eleição, embora os ministros do TSE vejam pouca probabilidade de sucesso.