A Polícia Federal abriu um inquérito e quatro procedimentos preliminares para apurar a retenção de ônibus em cidades de cinco estados. A medida visa investigar se a falta de transporte dificultou a ida de eleitores ao voto no segundo turno, realizado neste domingo (25).

"A polícia está realizando oitivas das pessoas envolvidas e tomando algumas medidas também, cumprindo decisões judiciais. Os crimes apurados são de embaraçamento do exercício do voto e também a ocultação de meios de transporte para prejudicar o exercício do voto", afirmou delegado Dennis Cali.

Destaques:

  • Inquérito aberto em Sergipe e procedimentos preliminares em São Paulo, Bahia, Alagoas e Piauí
  • Dennis Cali lidera as investigações
  • Depoimentos e possíveis novos inquéritos a partir de hoje

Inquérito em Sergipe e procedimentos nos demais estados

O delegado Dennis Cali, da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor), informou que o inquérito em Sergipe investigará indícios de irregularidades no transporte público. Em São Paulo, Bahia, Alagoas e Piauí, a PF está conduzindo apurações preliminares que podem evoluir para novos inquéritos.

Oitivas e medidas adotadas pela PF

Nesta manhã de domingo, policiais da PF realizam oitivas de pessoas ligadas ao fornecimento de transporte nas localidades afetadas. As declarações colhidas podem levar à abertura de novos procedimentos investigativos.

Ações complementares e apreensões

Além das investigações sobre a falta de ônibus, a PF abriu três inquéritos para crimes eleitorais, conduziu 56 pessoas para prestar esclarecimentos e apreendeu cerca de R$ 11 mil em dinheiro. Os delitos identificados incluem violação de sigilo do voto, propaganda irregular, desobediência eleitoral e desordem, com números menores que os registrados no primeiro turno.

Impacto nas eleições

A retenção de ônibus pode ter limitado o acesso de eleitores ao local de votação, configurando embaraçamento do exercício do voto. As autoridades reforçam que as investigações seguem em curso para garantir a regularidade do processo eleitoral.