A Polícia Federal informou, neste domingo (8), que investiga ameaças de morte enviadas à deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG). A apuração está sendo conduzida pela Delegacia de Polícia Federal em Divinópolis, Minas Gerais, com apoio da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos (DCIBER/PF).
"Eu me candidatei, eu ganhei uma eleição e desde então eu perdi a minha liberdade", disse Ana Elisa Santos Silva. "Eu sei de verdade o que é ter medo de morrer se eu sair na rua".
Destaques:
- Ameaças de morte recebidas por e‑mail, assinadas como "Pedro"
- Investigação inclui diligências especializadas e cooperação policial internacional
- Operação Aggregatio (out/2026) já havia identificado responsáveis por crimes digitais contra parlamentares
Em vídeo divulgado nas redes sociais, a deputada relatou que o autor das ameaças prometeu "estuprar e matar a deputada federal Ana Elisa" e incluiu trechos com conteúdo racista e detalhes sobre supostos crimes.
A PF destacou que, por motivo de sigilo, não divulgará detalhes das diligências em andamento, mas reforçou que ameaças a qualquer cidadão são tratadas com seriedade, com avaliação de risco e medidas de proteção adequadas.
Operação Aggregatio e o contexto digital
A investigação menciona a Operação Aggregatio, concluída em outubro de 2026, que identificou responsáveis por ameaças e outras condutas criminosas praticadas via internet contra parlamentares, autoridades e figuras públicas em diferentes estados. A operação demonstrou que casos aparentemente isolados compartilhavam uma origem comum, revelada por técnicas avançadas de investigação digital.
Próximos passos da Polícia Federal
A Polícia Federal solicitou cooperação internacional para obter informações que possam levar à identificação do autor das ameaças. As diligências incluem análise de dados digitais, rastreamento de endereços de e‑mail e monitoramento de possíveis canais de comunicação usados pelo suspeito.
Reação da deputada e medidas de segurança
Ana Elisa Santos Silva afirmou que as ameaças afetaram sua liberdade de locomoção e geraram medo constante ao transitar em público. As autoridades competentes estão avaliando a necessidade de providenciar proteção adicional à parlamentar, conforme previsto na legislação de segurança de agentes públicos.