A Polícia Civil investiga morte de entregador por cabo de alta tensão em BH
A Polícia Civil de Minas Gerais iniciou diligências para apurar a morte de Sandro Henrique Caetano de Jesus, entregador por aplicativo, que sofreu choque elétrico ao entrar em contato com um cabo de alta tensão rompido no bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte, na tarde de 25 de outubro.
Circunstâncias do acidente
Segundo o boletim de ocorrência, o acidente ocorreu por volta das 13h20, próximo ao cruzamento da Avenida do Contorno com a Rua Professor Magalhães Drummond. Testemunhas afirmam que o cabo caiu sobre o motociclista enquanto ele realizava uma entrega.
A Cemig informou que o rompimento foi causado pela forte tempestade que atingiu a cidade, com rajadas de vento superiores a 89 km/h. Não houve queda de transformador, e a empresa está analisando o caso.
"Até o momento, não há conclusão quanto às circunstâncias que ocasionaram a morte. As investigações prosseguem, sem previsão de conclusão nesta fase", destacou a PCMG.
Atuação das autoridades
Corpo de Bombeiros registrou que a vítima passou sobre o fio condutor arrebentado e sofreu descarga elétrica, sendo encontrada em parada cardiorrespiratória. Ela foi encaminhada ao Hospital João XXIII, onde não resistiu aos ferimentos.
A Polícia Civil realizou perícia no local, mas os laudos ainda não foram finalizados. A investigação busca identificar possíveis infrações penais relacionadas ao incidente.
Reação da família e protestos
A família, que inclui duas crianças de 6 e 11 anos e um bebê de 5 meses, contestou a versão oficial, alegando que o cabo já apresentava problemas e que havia pedido de reparo à Cemig.
Na terça‑feira (3), familiares, amigos e motociclistas organizaram manifestação que saiu da casa de Sandro, passou pelo local do acidente e chegou à sede da Cemig na Avenida Barbacena. A empresa só entrou em contato com a família após o protesto, e os parentes contrataram advogada para acompanhar o caso.
Próximos passos
A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais aguarda o término das investigações para decidir a inclusão da morte no balanço do período chuvoso 2026/2027. Enquanto isso, a família continua exigindo reparação e esclarecimentos da Cemig.