Abertura Quatro pessoas foram presas em flagrante nesta terça‑feira (20) durante a segunda fase da Operação Nêmesis, conduzida pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). A ação incluiu 32 mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte e na Região Metropolitana e resultou no bloqueio de R$ 15 milhões ligados ao grupo investigado.

Destaques:

  • prisão de 4 suspeitos e bloqueio de R$ 15 milhões
  • ação da Polícia Civil de Minas Gerais
  • continuação da operação com novas fases previstas

Busca e apreensão em Belo Horizonte

Foram cumpridos 32 mandados que resultaram na apreensão de dinheiro em espécie, documentos de empresas, celulares, notebooks e diversas substâncias ilícitas. A operação visou desarticular a rede que comercializava as chamadas "drogas gourmet", entorpecentes de alto valor destinados a consumidores de maior poder aquisitivo.

"A organização movimentava grandes quantias de dinheiro em curtos períodos e utilizava laranjas e empresas de fachada para lavar os recursos", informou o Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc).

Estrutura e lavagem de dinheiro

As investigações apontam que o grupo ocultava a origem dos recursos por meio de empresas de fachada e laranjas, reinserindo os valores ilícitos na economia formal. Segundo a Polícia Civil, os líderes da organização foram identificados; um foi preso nesta terça‑feira, enquanto os demais tiveram bens bloqueados.

Histórico da Operação Nêmesis

A primeira fase, realizada em 3 de setembro, cumpriu 39 mandados em cinco estados – Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Acre – e revelou uma estrutura organizada com divisão de tarefas e conexões interestaduais. Na ocasião, os suspeitos eram investigados pela comercialização de skunk, haxixe e ecstasy a preços elevados.

A PCMG informou que as investigações continuam e que novas fases da operação estão previstas.