A bancada do PSD na Câmara dos Deputados sinalizou nesta terça‑feira (13) apoio à reeleição do deputado Hugo Motta (Republicanos‑PB) à presidência da Casa. Em reunião do partido, com a presença de Motta, o líder Antonio Brito (BA) afirmou que não buscará o cargo.

"Quanto à presidência em si, temos largo debate, mas a construção é sua, tem que dialogar com o PSD, com cada partido. Mas a manutenção do bloco já nos dá um bloco diferenciado na Casa, terá a maioria na próxima legislatura", disse Brito, enfatizando que daria voto pessoal a Motta.

Destaques:

  • Apoio do PSD à reeleição de Hugo Motta
  • Antonio Brito declara que não concorrerá à presidência
  • Bloqueio de centro busca maioria na próxima legislatura

Liderança do PSD e decisão de Brito

O líder do partido, Antonio Brito, havia sido candidato à presidência em 2025, mas desistiu após não viabilizar a candidatura. Ele integrou o grupo de apoio ao atual presidente, prometendo voto pessoal a Motta.

Reação de Hugo Motta

O presidente da Câmara agradeceu o apoio e reiterou seu direito à reeleição: "Como presidente tenho direito à reeleição", afirmou o paraibano. Motta ressaltou a necessidade de união dos partidos de centro: "Vendo o resultado da eleição, foi que eu chamei o deputado Antonio Brito para dizer que nós precisamos mais do que nunca estar juntos. Olhando para o resultado da eleição no dia 4, é peremptório para nós, eu diria até que é vital, nós estarmos juntos".

Estratégia para o bloco de centro

Motta declarou que a união dos partidos de centro nasce da necessidade de "sobreviverem juntos" na Câmara e que está iniciando conversas para definir o tamanho do bloco. Ele prometeu prestigiar o PSD em cargos-chave de comando.

"Terá também o reconhecimento de ter sido o primeiro partido a querer fazer parte desse bloco. Nós sabemos que na política é assim, quem chega primeiro bebe água mais limpa e nada mais justo do que reconhecer isso", afirmou Motta.

Contexto político

A declaração ocorre após a ampliação dos partidos de direita nas eleições, que elegeram 121 deputados – a maior bancada de um partido desde a Constituição de 1988 – colocando em xeque a permanência de Motta e de Davi Alcolumbre no Senado. Integrantes do grupo que apoia Flávio Bolsonaro têm cobrado candidaturas próprias para as presidências das duas Casas.